24 de outubro de 2017
Caminhabilidade: Conheça 5 projetos para melhorar o dia a dia dos pedestres

Embora viver a pé seja ótimo em muitos quesitos – trazendo inúmeros benefícios para o indivíduo, a sociedade e o planeta -, a vida de pedestre não é nada fácil.

De acordo com o Infosiga, 46,42% das mortes no trânsito em São Paulo, entre os meses de janeiro e abril de 2017, foram de pedestres. A hostilidade para com o pedestre, como se ele não fizesse parte do trânsito e da mobilidade, influencia nesses números.

Mesmo sendo um desafio diário, muita gente não troca a jornada a pé pelas quatro rodas. E, pensando nestas pessoas, surgem diversas alternativas e projetos para melhorar o dia a dia dos pedestres. Escolhemos 5 projetos que têm o intuito de melhorar o dia a dia dos pedestres para você conhecer. Confira:

Tá com pressa?

O projeto Tá com pressa?, do coletivo Shoot the Shit, se utilizou de um conceito bem simples para facilitar a mobilidade. Utilizando adesivos no chão de calçadas e passarelas de Porto Alegre, eles criaram duas vias para tornar mais eficiente o fluxo de pessoas.

Para aqueles que gostam de andar rápido ou não têm tempo para perder, era só utilizar a via “Tá com pressa?”, enquanto quem estava tranquilo ou andando despreocupado deveria utilizar a vida “Vá devagar”. Simples, mas efetivo.

Adote Uma Ponte

Uma alternativa para a circulação de pedestres é o uso de pontes ou passarelas. Porém, para que isso ocorra da melhor forma possível, é necessário que estas estejam em boas condições de uso.

Por isso, a ONG Ciclocidade lançou a campanha Adote Uma Ponte, cujo objetivo é de que os usuários tomem a iniciativa e cuidem destes espaços, devido ao descaso das instituições que deveriam fazer sua manutenção.

Passeio Verde

Similar a uma ciclovia, o Passeio Verde (ou Faixa Verde) é uma faixa exclusiva para pedestres que foi implantada em São Paulo como uma alternativa à situação deplorável das calçadas. Inclusive, é uma opção mais barata do que tornar as calçadas mais habitáveis para os pedestres.

Ainda que a contragosto, a maioria dos motoristas respeita as ciclovias. Então a criação de um espaço semelhante para pedestre, onde possam circular com segurança, pode ser uma boa resposta aos problemas de mobilidade.

Urbanismo Caminhável

O Urbanismo Caminhável é um conceito criado pelo Instituto de Mobilidade Verde para estudar e avaliar o “Índice de Caminhabilidade” (IC) das cidades brasileiras, através da combinação de três análises de caminhabilidade de uma determinada via ou trajeto: percepção do cidadão sobre a caminhabilidade, avaliação técnica sobre o grau da caminhabilidade e walkscore (o quão caminhável é o trajeto a partir da proximidade de equipamentos esportivos, culturais, sociais, educacionais, comerciais, serviços e oferta de transporte público).

6 Objetivos da Mobilidade a Pé

Para guiar seu trabalho e também contribuir para a discussão da caminhabilidade, a CidadeapéAssociação da Mobilidade a Pé de São Paulo estabeleceu 6 Objetivos da Mobilidade a Pé.

  1. Segurança absoluta para quem anda a pé;
  2. Calçadas caminháveis para todos;
  3. Valorização da mobilidade a pé como meio de deslocamento na cidade;
  4. Sinalização específica para a mobilidade a pé;
  5. Travessias e espaços de compartilhamento da via com prioridade total às pessoas se deslocando a pé;
  6. Estabelecer e consolidar a rede de mobilidade a pé;

Cada um deles se desdobra em metas, que podem ser aplicadas na sua cidade, por exemplo.

“Hoje temos um grande número de pessoas pensando em como melhorar a cidade, mas isso só vai acontecer mesmo no momento em que for uma cidade melhor para o pedestre. Porque todo mundo, mesmo quem tem carro, é pedestre. Sem devolver a cidade para o pedestre, não é possível ter melhor qualidade de vida.”Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, em entrevista ao Estadão.

Instituições como ABRASPE – Associação Brasileira de Pedestres trabalham para melhorias na vida dos pedestres. Porém, solucionar os problemas da caminhabilidade não depende só dos pedestres e de soluções criativas e eficazes.

Depende de uma educação melhor de todos os personagens da mobilidade urbana, que devem entender que somos todos pedestres.

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